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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O início da nova vida de empreendedor


Olá amigos,

Primeiramente eu queria agradecer a todos que comentaram no post anterior, fico muito feliz de ajudar a criar inspiração em vocês, e o exemplo é muito melhor do que apenas teorias e teorias e teorias.

Se você investe parte do seu tempo aqui ou em outro espaço na internet, que pelo menos aprenda alguma coisa boa e se torne uma pessoa melhor e mais capaz. O post anterior teve um recorde de visualizações e também recebi alguns emails bem legais de pessoas agradecidas com o trabalho que venho fazendo aqui. Me sinto feliz em poder contribuir de alguma forma nas vidas das pessoas. Esse blog não tem receita financeira, fora o adsense que era/é apenas um teste ou curiosidade minha mesmo, não tem guest post patrocinado e não fiz até agora parceria comercial. Eu acho que o público daqui já é muito bem orientado do que fazer em suas vidas financeiras.

Espero que não se cansem dessa ladainha de empreender, e loja e franquia. Mas é o que eu vivo no momento e tenho que falar por enquanto. Ainda estou em fase pré-operacional mas o trabalho é grande, é a obra, os fornecedores, a propaganda, as mídias sociais, a divulgação no boca a boca, o treinamento dos funcionários e as cobranças da franqueadora, tudo isso junto, por isso esses últimos dias estou meio sem tempo mas vamos lá.

Verdadeiramente comprar uma franquia é comprar um trabalho, um emprego, uma ocupação. É isso mesmo, você literalmente paga pra trabalhar, pra ter o seu local de trabalho e pra ter um patrão que é a franqueadora. A vantagem disso é que seu resultado depende MUITO de você, dificilmente você será demitido e terá um bom lucro se fizer as coisas direito.

Tudo bem que se você tiver outra atividade profissional você vai ter que dedicar menos tempo pra ela, tenha isso em mente, uma franquia vai lhe ocupar muito, e no meu caso vou perder algum dinheiro visto que minha outra atividade me rendia um bom salário mensal, mas estou disposto a correr o risco do aprendizado e da experiência, além de achar que inicialmente pelos próximos 6 meses posso até empatar os ganhos e depois disso superar os ganhos (da minha atual ocupação) com o plus de diversificar minha fonte de receita financeira.

Como falei antes, Facebook e Instagram até que estão indo bem, mas não trouxeram dinheiro e nem sei se irão trazer, é mais uma questão de "ocupar o espaço". Dinheiro mesmo quem faz é o setor comercial da loja, e olha só, é aqui que estou trabalhando. O setor comercial da loja é que faz as vendas, a prospecção de clientes, que os recebe, que faz visitas externas, que divulga e explica os serviços e que busca parcerias comerciais com outras empresas. Ou seja, o setor comercial é o coração da empresa e eu no caso, não posso deixar isso na mão de ninguém porque sei que dessa forma o rendimento vai ser baixo, resumindo, me tornei um VENDEDOR.

O quê, mas como assim? Pois é. Agora é abraçar a causa, aprender a vender, a se comunicar melhor, a impressionar, a oferecer os produtos e a convencer pessoas desconhecidas a nos visitarem e comprarem com a gente. Eu não sabia que eu ia ter que virar um VENDEDOR (no final das contas é isso mesmo) e estou achando muito interessante a experiência, já visitei algumas pessoas e estou rodando muito pela cidade - detalhe, na ótica de muita gente fiz um belo downside na minha carreira, de ultra-especialista pra vendedor de "porta em porta", é quase isso, tem que ter humildade mesmo, tem que aprender tudo de uma nova área, tem que fazer estágio em trainee de vendas, tenho que trabalhar no mesmo cargo e função de uma pessoa que ganharia apenas uns R$1200 por mês.

Como eu acho que na vida dinheiro não é tudo, vou abraçar a causa. E mais, você só vai ter o respeito da equipe do comercial se tiver feito o mesmo serviço que eles e tiver alçado algumas metas pra chegar teoricamente no cargo de gerente e depois diretor. O que você pensaria de um diretor que nunca vendeu nada, comprou a loja e fica lá mandando você vender? E como eu vou liderar as reuniões, cobrar metas e dar exemplo se nunca passei por aquilo? Simplesmente não haverá respeito. Isso é muito óbvio. Na sua área você também deve respeitar quem tem alguns anos na estrada e algumas metas batidas não é? Pois é, é a mesma coisa. Imagina que você vira vendedor de uma loja de sapatos e recebe várias aulas, cobranças e explicações do gerente, que você descobre que nunca vendeu um sapato na vida? Não dá.

Fora a parte do comercial que estou começando absolutamente do zero (já fechei algumas vendas) também faço o marketing e o relacionamento com outras empresas, parcerias comerciais, e também já contactei alguns jornalistas importantes na cidade, alguns órgãos de classe, sindicatos, e, pasmem, blogueiros e blogueiras, apenas para sondar.

Também a parte da seleção de funcionários eu que estou fazendo, faltam apenas mais três para selecionar e treinar e concluo até o fim desse mês, essa parte está indo até tranquila. Quero ver se o povo vai trabalhar e treinar direito. Estou tentando equalizar entre mulheres e homens, mas por enquanto as mulheres são mais bem qualificadas e aparentemente mais dispostas.

A obra já começou também, estou com uma margem um pouco apertada mas factível na escala de tempo, apesar de que essas coisas não são tão matemáticas assim, é preciso acreditar no arquiteto e ter um pouco de fé na coisa, ciência exata só é exata no papel, na prática tudo acontece, tem pedreiro que as 16h já está se arrumando pra ir embora.

Agora esse negócio de ser um vendedor em tempo integral é muito interessante, isso passa a ser a sua religião, é como aqueles caras da Herbalife que só falam nisso o tempo todo (mas calma que o negócio nem é pirâmide nem coisa de marketing multinível) - e fico com medo de amolar o pessoal, já falei um pouco para os amigos de trabalho e etc mas se mostram bem desinteressados. Tem vendedor que é tão vendedor que faz contato em fila de banco, aeroporto, cartório, academia, restaurante, praça de shopping e por aí vai. É nesse nível que eu acho que devo entrar, pegar contatos e telefones e oferecer meu serviço na cara dura mesmo, tem que ter muita desinibição pra fazer isso.

Fluxo de Caixa!

Fluxo de Caixa é Rei em qualquer empresa. Então vamos lá.
Pra facilitar vou postar mensalmente o meu fluxo de caixa simplificado, sem separar por enquanto a minha PF e minha PJ que acho que fica legal para o objetivo do blog.
Como eu disse me endivididei devido à compra do imóvel e à implantação da loja, o quadro atual é esse:




O Subtotal é todo o meu patrimônio, imóveis, ações, RF, fiis e cash.
Dívida é somando os restos a pagar do imóvel, da obra, da franqueadora e da mobília.
O total é meu patrimônio líquido como explicado na imagem.

Eu fazia isso tudo aí de cabeça mas como já tem muita coisa rolando preferi anotar logo para tomar ciência e deixar de ser preguiçoso. Como citei antes a minha expectativa era terminar 2018 com toda essa dívida liquidada, o que mostra o quanto otimista eu fui kkkkkkkk isso seria com um rendimento de 100%. Para ser mais conservador vou aumentar mais 6 meses nesse tempo aí, o que me dá 4 meses de 2017, mais 12 meses em 2018 e mais 6 meses em 2019, colocando como o deadline 31/07/2019 para eu zerar minhas dívidas e renascer outra vez. Como falei todos os aportes, lucros e dinheiro novo irão para pagar essa dívida, então não vou comprar ações, nem fiis, nem RF, e nem vou fazer remessa de dinheiro para o exterior até liquidar isso.

No momento esse vai ser o meu maior objetivo de vida, vai ser muito trabalho, muita frugalidade e muita dedicação para pagar isso. A boa notícia é que a SELIC vem caindo e os juros do financiamento serão bem mais baixos do que eu esperava.

E sobre a famosíssima IF ou Liberdade Financeira ou Tranquilidade Financeira? Vou aguardar um pouco mais, não estou com pressa. Como falei, esse imóvel depois da obra vai dar pra alugar por uns R$15 mil mensais, renda suficiente pra me manter, solteiro e sem filhos, óbvio. Mas não estou a fim de parar minha vida agora e ir morar na praia pra viver de surf. Quero trabalhar mais um pouco, desenvolver mais algumas habilidades, acumular mais patrimônio e ter uma renda passiva bem maior do que 15 mil.

Por enquanto é isso amigos, próximo mês quando o quadro mudar vou explicar como ele fez pra mudar e colocar o valor do fluxo de caixa.

Abraço,

Frugal.

domingo, 3 de setembro de 2017

Você precisa resgatar a sua individualidade se quiser vencer

Primeiramente vamos à minha atual alocação do patrimônio nesse começo de Setembro / 2017.

Imóveis: R$1.459.000,00 (hum milhão e quatrocentos e cinquenta e nove mil)

- São dois terrenos, um em área nobre residencial de 365m, outro em área residencial-industrial de periferia metropolitana com 50x20 (10 mil m2).
- Um flat numa capital do Nordeste a ser colocado para alugar quando for entregue no início de 2018 (Airbnb vou testar, se não der certo (+ que 1200 reais mensal) vou tentar alugar ele em contrato longo cobrando isso aí de aluguel.
- O ap que eu moro, custou R$358 mil, incluindo reforma, mobília, armários e eletrodomésticos.
- Casa Comercial em bairro nobre, valor pago até o momento R$705 mil (a idéia aqui é reformar e ampliar, ficando quase 600m2 para desenvolver a loja). O target dessa casa é custar R$2 milhões toda ocupada, mobiliada, com câmeras, fachada, vidros, computador, madeira, etc etc etc e dar pelo menos uns R$20 mil reais por mês de lucro depois de Fevereiro/2018. O restante do valor será financiado

Financeiro:

- 100 mil em cash para dar início à obra.
- R$ 23 mil em fiis (a serem vendidos).
- O equivalente a U$ 25000,00 investidos no exterior, pela via Banco do Brasil Americas >> Interactive Brokers, paguei 0,38% de IOF + 2 centavos acima do dólar comercial para fazer a remessa, do BBA pra IB vai de graça via ACH iniciado pela IB (tem vários posts sobre isso no blog já publicados). Maioria dos ativos em ETFs que não pagam dividendos, sediados na Irlanda (UK).
- R$532.000,00 em ações na bovespa (a serem vendidas aos poucos para abater no valor da casa comercial). Boa parte dessas ações está alugada, então não dá pra "desalugar" e nem vender, esse é o lado ruim de alugar (uns 300 mil reais estão alugados).
- R$ 90 mil em Debêntures CEMIG variados. Só vou vender se não for perder muito dinheiro. O papel está muito amassado e a liquidez é baixíssima.

Fora esse financiamento não tenho outras dívidas, apenas as faturas do cartão a vencer e algumas taxas da franquia como estoque inicial, taxa da franquia e mobiliário, que dá uns 250 mil isso aí, parte já foi paga e a outra parte vou pagando aos poucos nos próximos 6 meses (vários cheques).

Isso foi o mais organizado que já consegui fazer.
Como vêem, muito concentrado em imóveis por um bom tempo agora, talvez só comece a melhorar no final de 2018 com novos aportes em ações, renda fixa, fiis e no exterior. Tudo vai depender do sucesso do empreendimento e dos mercados.

Pra quem quiser ver a Musa do Blog - Tomi Lahren descendo o aço nos soças dos EUA aqui vai um bom vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=vQKoZKnls6o

Agora que já estão atualizados com o patrimônio, a estratégia e a musa do blog vamos em frente.

Esse artigo é bastante importante.

Por que eu pensei nisso hoje?

Comecei a pensar nisso após alguns comentários aqui e alguns emails que recebi.
No geral, os comentários davam uma idéia de que eu tinha uma personalidade forte e que eu era corajoso, destemido, audacioso e seguro, ou algo parecido com isso. Já sobre os emails teve um em particular que foi uma análise feita por uma leitora e que concordei bastante, ela realmente foi muito boa.

Por algumas horas esse assunto ficou na minha cabeça e tentei resolver mentalmente como cheguei nessa situação de ser assim, de como me sinto e de como me faço sentir pelas pessoas que me lêem. Na verdade somos uma sopa de misturas de tudo que vivemos, lemos, observamos e consumimos, é assim que se forma nossa personalidade e nosso caráter, das experiências familiares, escolares, com os amigos na infância e adolescência e até as bandas que você escuta e os esportes que pratica influenciarão você.

Eu diria que grande parte da mudança da minha mentalidade começou ainda em 2012, e sim eu era bem quebrado, andava de popular pelado e jantava pastéis de um real, e almoçava meia lasanha da Batavo, da Bolonhesa, a que "rendia" mais. O dinheiro era bem contado naquela época, embora ali eu já tinha melhorado muito de vida em relação a uns 2 anos antes para trás, pois era só busão pra trás, carona, almoçava PF com suco grátis de 7 reais ou então na casa dos amigos.

Nesses últimos 5 anos eu sem querer RESGATEI A MINHA INDIVIDUALIDADE e vou falar aqui como fiz isso, inconscientemente, veja se faz algum sentido pra você também. Alguns pontos principais:

1 - Saí do meu estado natal e fui morar em outra região do Brasil, conhecendo apenas duas pessoas na cidade antes disso (e uma delas conheci na balada).

2 - Saí de um namoro longo com uma menina que eu estava há quase quatro anos. Foi a única namorada séria que tive, e eu achava que o namoro ia durar para sempre, eu era muito apegado e foi muito difícil e demorado perceber que não dava mais certo, pois tentamos muito manter e não deu, foi um processo de quase um ano inteiro para acabar mesmo.

3 - Arrumei dois empregos, fiz uma pós-graduação e quase não parava em casa para comer, tomar banho ou dormir. Minha conta de luz dava R$8.

4 - Tive que fazer novamente dezenas de amizades e uma rede de apoio para sobreviver.

5 - Tive que estudar coisas novas, aprender a me virar totalmente sozinho, trabalhar, pagar 100% das minhas contas, planejar meu futuro e onde eu iria morar depois daquilo. A idéia era SP capital, ou voltar pra minha terra, ou mesmo ir para EUA, Austrália ou Israel.

6 - Comecei a estudar inglês feito louco para emigrar, não consegui e meu nível de inglês nunca subiu muito naquela época. Sem dinheiro os planos de emigração minguaram e tive um visto negado (de estudante). Gastei muito tempo, dinheiro e energia para ficar no mesmo lugar e ter uma negativa.

7 - Continuei tomando muitos foras de mulheres nessa nova cidade, como quase sempre de costume. Apesar de procurar por quase dois anos um relacionamento sério, não consegui, e quando relaxei de verdade nesse assunto, consegui um à distância, que está dando certo até hoje (e não é mais à distância).

Enfim três anos muito turbulentos só amaciando a carne, sem sobras financeiras, numa terra estranha em que falavam português (o Brasil é dividido em nações - eu já morei nas cinco regiões do Brasil e sei muito bem o que estou falando).

Depois disso veio o fim do longo ciclo de estudo, trabalho, pós, pesquisas, provas e tudo mais. Consegui um emprego aqui onde estou no setor privado onde fiquei por quase dois anos. Depois troquei de emprego e me associei a um grupo de sócios para viver de prestação de serviços para público e privado, também com dias de freelancer e dias livres.

Comprei e mobiliei meu ap. A vida começou a se encaminhar e o dinheiro sobrar. Tive muito mais tempo para ler e pensar em coisas que gosto mais como Política, Filosofia, Astronomia, Economia, Finanças, Internet, Música e etc. Até comecei a fazer academia na época.

No campo da política devo dizer que estudei em escola pública, logo fui "esquerdizado" desde sempre, no primeiro e segundo grau. Os professores nos obrigavam a colocar estrela do PT no peito de botton e ir pra rua gritar Lula Lá, sim, com ônibus e tudo. Os EUA eram o mal do mundo, Lula ia salvar o Brasil e isso aqui ia virar a Noruega. Por um breve momento eu REALMENTE acreditei que a solução para todos os problemas era o SOCIALISMO. Sim, eu tinha 13-14-15 anos nessa época.

Lá pelos 16 anos resolvi estudar pro vestibular e passei de primeira, lendo livros usados e velhos e comprados no centro da cidade. Comecei a conhecer o Rock, andava com o pessoal do rock, camisa preta, cantava em banda e fui bastante influenciado pelo Punk e pelo Pós punk. O movimento Punk que eu estava imerso me tirou do socialismo mental e me levou para o anarquismo, a iconoclastia, a revolta (quase sem causa) e a busca por quebrar ideologias. Também foi-se embora as últimas dúvidas que eu tinha sobre a existência de deus ou deuses. Me tornei totalmente ateu.

Já na faculdade fui apresentado a autores como Carl Sagan, Richard Dawkins e Karl Popper.
De Sagan li todos os livros publicados e vi Cosmos. Do Dawkins li - O Gene Egoísta, O Relojoeiro Cego e Deus, um Delírio. A base estava feita. Karl Popper jogou a pá de cal e o concreto por cima de todas as pseudociência e me deu o direcionamento científico que precisava para me apoiar. Esses três autores são muito bons. Juntamente com Isaac Asimov e Humberto Eco acho que são os cinco autores mais inteligentes e os que mais me ajudaram a ser o que sou hoje. Claro que sei que existem muitos outros autores legais e importantes, mas meu tempo era escasso e sempre foi, e assim deu pra ler bem pouco nesse aspecto.

Eu nunca falei isso aqui, mas desde os 14-15 anos me viciei em música. Ficava horas e horas no computador escutando MP3 no Winamp. Fazia outras coisas no PC mas era apenas desculpa para escutar mais músicas, ficava na internet até tarde apenas para escutar, baixar, traduzir, ler sobre bandas e aprender mais sobre músicas. Até hoje eu sou assim, leio livros inteiros e estudo escutando música, e às vezes durmo e acordo com música.

Dos idos de 2003 até hoje passei a gostar de música escandinava, gótica, clássica, metal, sinfônica e essas coisas. Aqui toca muita música finlandesa, dinamarquesa, sueca e norueguesa. E tenho plena convicção de que essas letras e essa atmosfera sombria e individualista desse tipo de música moldaram meu caráter. Me fazem pensar muito, ficar hipnotizado e ser uma pessoa melhor, mais satisfeito com a vida e com mais respeito por cada um. Essas letras são muito profundas.

Sobre esportes na minha vida: sempre jogava bola na rua ou às vezes até em campeonatos. Não gosto de esporte coletivo. Eu me esforçava muito mais do que os outros, eu não gostava de perder, eu não gostava de levar gol, não gostava quando eu jogava sério e os do meu time jogavam brincando ou faziam muita merda com a bola, eu era exigente no futebol e ficava chateado.

Me encontrei primeiramente no Judô. Meu treino dependia de mim, e meus resultados também. Eu ia correr na praia, treinava sozinho, treinava no portão de casa, treinava com árvore, apenas para melhorar. Eu fazia Judô de graça, não pagava mensalidade e ganhei meu kimono, tinha que mostrar serviço pro sensei. E apesar de entrar velho no judô (10 anos de idade) evoluí muito rápido e ganhei muitas competições, ganhei até uma bolsa escolar pra fazer segundo grau (fiz o segundo e último ano com essa bolsa) pois minha família não tinha dinheiro pra bancar nem 10% da mensalidade. Lição: Por meu mérito consegui entrar num dos melhores colégios da cidade, sem choro, com sangue, suor e lágrimas e muita porrada.

Em paralelo à isso ganhei uma prancha usada (um toco) e ia me divertir na praia no final de semana e surfava (custo de duas passagens de ônibus e um dinheiro para almoçar), em valores de hoje, uns 10 reais por cada dia de surf. Eu ia pra praia de 7 da manhã e voltava às sete da noite. Mal comia, perdi peso, fiquei mais forte e com melhor aeróbico pro judô, o que criou uma sinergia incrível para eu ganahr mais medalhas. Nas férias a praia era todo dia nesse esquema, troquei o ônibus por uma bike velha e pedalava 12km pra chegar na praia, com a prancha improvisando o suporte com o próprio leash no ombro.

A história tá ficando grande mas tenho que falar as bases da minha formação, senão fica difícil de entender.

Após essa rodada de socialismo - rock - punk - cientificismo - filosofia - ateísmo - anarquismo - esportes individuais e minha formação universitária completa eu estava já quase pronto.

Com o estudo do inglês fiquei apto a ver documentários sem legenda alguma, a baixar livros da net e ler e poder ver entrevistas. Começou aí minha aproximação com autores conservadores e mais da direita americana, assim como grandes financistas, banqueiros, CEOs, empresários de sucesso e etc. Me tornei um ávido leitor de biografias e admirador de grandes homens da história. Eu sempre gostei de biografias, todos os livros de Ciência quando citavam um cientista eu ia atrás de ler tudo o que pudesse sobre ele, eu sabia que cada cara foi muito importante por ter feito apenas alguma coisa, e eu gostava de ler sobre a vida deles, caras como Darwin, Newton, Maxwell, Planck, Tesla, Thomas Eddison, Flaming, e por aí vai.

O meu panteão de deuses era composto por químicos, físicos, biólogos, naturalistas, aventureiros, inventores, empresários, alguns políticos e por aí vai. Eu admirava quem estava na História. Eu queria ser igual a eles. Eu queria ter um dia meu nome nas ruas, nas praças, nas escolas. Eu queria ser lembrado, eu queria ser escritor, publicar livros, bolar alguma coisa nova, ajudar a humanidade.

Nos últimos dois anos acho que já li umas 30 biografias. Agora estou lendo a de Arnold Swcharzenegger. É um tema que me incentiva muito. Não gosto de livros de ficção como Harry Potter, Senhor dos Anéis e essas modinhas de livrarias que existem por aí. Gosto de focar na realidade e na experiência dos outros. Também gosto mais de ver filmes de biografias ou baseados em história real.

Tento aprender com a experiência e a vida alheia para me inspirar. Essa semana vi um filme sobre Walt Disney, que foi muito bom. Eu me fortaleço vendo ou lendo grandes biografias, porque verdadeiramente isso me inspira, caras que saíram da pobreza ou de uma situação extrema como violência doméstica, guerras, refugiados, mudanças de país e de continentes e coisas muito piores do que já passei.

Sobre aprendizado, entre 2013 e 2017 li quase 50 livros de Finanças e passei milhares de horas no site do Bastter, fui bastante ativo na comunidade, me tornei Bastter Blue, vi a maioria dos vídeos dele no Youtube e tem um que é muito legal "Nada vai melhorar, a não ser você mesmo". Sou muito grato à toda a introdução que tive no mundo das Finanças via site do Bastter, o melhor portal de Finanças do Brasil na minha opinião.

Olha o link do vídeo: https://youtu.be/5qgwjic2V0Q

Em 2013 li pela primeira vez Ayn Rand. Novo Marco. Tenho em paperback "The Fountainhead" e o famoso "A Revolta de Atlas". Conheci o libertarianismo no Facebook. O instituto Mises e os autores por lá como Murray Rothbard e Bastiat. Esses dois, juntamente com Ayn Rand me influenciaram muito até hoje. Abandonei esquerda, direita, qualquer coisa coletivista, minorias, e etc. Foquei apenas no indivíduo que é o que faço até hoje.

Toma aí o link da Biblioteca do Mises Brasil, baixe a anatomia do estado e leia, é curto e grosso. Dá pra ler numa tarde.

http://www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99

Com a deterioração do Brasil de 2013 pra cá, explodiu o número de páginas libertárias e conservadores no Facebook. Esse foi o maior bem que a Dilma fez pelo Brasil, despertou consciência cívica e movimentos de direita e libertários saíram do armário e se ampliaram bastante. Também gosto muito do canal Idéias Radicais no Youtube, que o Raphael fala, me filiei ao Partido NOVO por achar que é o único que defende algo parecido com o que eu acho mais viável para o Brasil.

Outra disrupção que estou perdendo o bonde é o canal do Fernando Ulrich no Youtube, e o livro dele que tá pra baixar de graça no Infomoney, baixei mas ainda não li.

 Em 2017 assinei o site www.meusucesso.com e aqui tive o maior ponto de virada até agora. Estudar e conhecer várias biografias e histórias e ver o pessoal montando e crescendo os negócios me influenciou bastante. Combinou com tudo que eu gostava, trabalho, ação, responsabilidade individual, biografia, exemplos reais e muita aula boa. A mensalidade é de apenas 75 reais e vale muito a pena se você se dedicar.

Não é picaretagem e não é pra encher linguiça. É uma verdadeira escola de negócios e de vida. Tenho certeza que esse site foi o impulso final que me fez procurar alguma coisa pra empreender no mundo real, para criar outra profissão e outra renda para mim com o meu capital.

O cenário político do Brasil está mais estável e o PT saiu do poder e dificilmente voltará. Perdi muitas horas desde 2013 fazendo campanha anti-PT no Facebook e na vida real. Chegou a hora de cuidar das minhas coisas e esquecer essa turma de gravata.

Coletivos não vão lhe levar a lugar algum. Grupinhos, pessoas revoltadas, pessoas que reclamam muito, ficar pedindo ou exigindo direitos é perda de tempo, além de ser imoral. Todo mundo pode vencer na vida, do seu jeito próprio e trilhando seu próprio caminho. É nisso que acredito hoje. Eu vejo pessoas numa situação muito melhor que a minha (no passado) se achando vítimas e exigindo que o mundo lhes pague uma conta que o mundo nunca cobrou deles.

Certas coisas como feminismo, direitos LGBTS, direitos dos negros, de mulheres, e etc estão chegando numa situação insuportável na mídia real e nas redes sociais. A histeria é muito grande e eu acho melhor optar por ficar de fora. Estou fora de coletivos de quaisquer espécie, eu sou o responsável pelo meu destino. Não se deixe cooptar e ter seu tempo, dinheiro e energia canalizados para projetos perdedores.

Estamos vendo nos EUA, Antifas x supremacistas brancos. Dois coletivos, de perdedores. Primeiro que se é coletivo só tem perdedor dentro. Antifas nada mais são dos que os Obamistas revoltados com a eleição do Trump e querem reescrever a história dos EUA (como se fosse fácil). Supremacistas brancos são imbecis por natureza e neonazistas são muito mais do que imbecis, são derrotados e fracassados que estão do lado perdedor da segunda guerra mundial, quando vários países incluindo o Brasil lutaram contra os verdadeiros nazistas e ganharam (sim nós somos vencedores da segunda guerra). É todo mundo perdedor ali. São perdedores contra perdedores, ambos os lados sem nenhuma razão de existir, e ainda por cima são antissemitas (eu odeio absolutamente e primariamente TUDO o que é antisemita, tenho repulsa, nojo e asco de qualquer coisa antisemita).

Uma agressão ao povo judeu ou ao estado de Israel me deixam completamente embasbacado, por muitas razões, dentre as quais porque eu já morei lá, trabalhei lá, tenho amigos lá, e compreendo um pouco a história do povo judeu e já li muito sobre o assunto. E antes que comece o chororô também tenho amigos muçulmanos e sauditas além de árabes cristãos que hoje vivem em Israel.

É muita falta de empatia e de bom senso querer expulsar todo mundo dali ou querer exterminá-los (de novo). Sim eu sou um pouco ou muito sionista. A maioria dos valores que temos hoje em dia no Ocidente tem ali seu berço e qualquer tentativa de ataque ou destruição de Israel eu considero um ataque à nossa civilização ocidental, como eu já li num artigo: os judeus são os canários do mundo, quando todo mundo começa a atacar eles e eles são a buxa de canhão dos problemas do mundo, a coisa vai feder em algum lugar (o canário é uma alusão à ave que os mineradores levavam em gaiolas para as minas, se o ar ficasse tóxico o canário morria rapidamente e o mineiro sabia que tinha que sair dali o mais rápido possível). Não tenham dúvida de que se um dia Israel ou EUA caírem, todo o Ocidente vem abaixo. E estou falando tudo isso e não sou judeu nem nada, nem religioso eu sou.

Esse tipo de coisa somente o individualismo, o objetivismo/egoísmo (de Ayn Rand) e o anarco-capitalismo de Rothbard e Bastiat me salvaram. Eu poderia ser mais um imbecil alimentando um dos dois lados ou qualquer outro coletivo no Brasil, mas não sou. Vi com meus próprios olhos, meus amigos perdendo anos e anos nessas coisas, estão parados no tempo, com o mesmo discurso, com a mesma luta, mas pessoalmente nunca se tornaram pessoas melhores, mais capazes, que produzam mais ou que sejam mais ricas ou mais úteis para outras pessoas.

Você tem que começar a desconstrução coletivista que há em você (se ainda há) e ler sobre coisas importantes como o Estoicismo e recomendo que também o Objetivismo e o anarcocapitalismo. A esmagadora maioria dos vencedores que estão aí hoje venceram sozinhos, sem ajuda de coletivos, venceram por méritos e trabalhos próprios, suor, dedicação, luta, trabalho. Veja caras como José Aldo, Mike Tysson, Stallone, Arnold, centenas de atletas por aí, que venceram, se eles podem você também pode, veja o Neymar, Romário, Rivaldo, Bebeto, existem milhões de exemplos de atletas, empresários, atores, empresários e etc. Todo mundo venceu sem precisar de cotas, direitos, privilégios e gritos gasguitos com placas e faixas nas ruas.

Você precisa resgatar a sua individualidade se quiser vencer. Essa é a mensagem. Você precisa acreditar e trabalhar em você. Você precisa crescer, estudar e só você tem esse poder de mudar, de crescer, de ser alguém e de ir mais longe. Só você tem o destino da sua vida nas suas mãos. Você é responsável por você mesmo, você é o seu agente de mudança, você é o seu passaporte para o futuro, você é que vai determinar tudo. Pare de colocar culpa no governo, nos sistemas, nas pessoas. Páre de reclamar, páre de achar que o mundo ou que alguém lhe deve alguma coisa, páre de culpar sua família, seus amigos, namorada, esposa, trabalho. Pare de reclamar de absolutamente tudo. Reclamar virou uma doença. É uma doença, e o doente é quem reclama. Não reclame, trabalhe. Apenas trabalhe e melhore. Evolua, tome o destino da sua vida nas suas mãos, todos os dias, todas as horas, é você quem manda e que sempre mandou, deixe o passado para trás e olhe o futuro, não há muita coisa pra se fazer que se mude o passado, mas há tudo por fazer para mudar o seu futuro, e começa agora, todos os momentos infinitos do próximo minuto. Você é capaz, basta se dedicar. Eu confio no ser humano e eu confio em você.

Grande abraço pessoal,

Frugal.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Patrimônio Setembro 2017 R$2.256.517,00 (+4,27%)


Tou me sentindo um verdadeiro HOLDER no tocante às minhas ações lá fora.

Eu quase não olho. Esses ETFs e essas empresas absurdas de gigante dão muito menos trabalho do que uma small cap como Grendene ou Moinho Dias Branco, e renderam bem de lá pra cá, pena que coloquei pouco dinheiro lá fora. Eu sabia que os mercados no exterior iriam bombar com Trump.

É tanta senha, tanto email, tanta corretora e tanto banco que eu misturo as senhas e confundo e quase sempre tenho que resetar, inclusive essa do Google.

Lição número 1: Ser Buy and Holder no exterior é extremamente mais fácil do que aqui no Brasil, sem dúvidas! O trabalho maior é fazer o login e comprar, a remessa já é bem simples.

Fiquei bem feliz essa semana pois recebi um dinheiro da Justiça pela primeira vez na vida, num processo contra uma companhia aérea, coisa pouca mas valeu a pena. Já tinha entrado na Justiça umas 3x na minha vida, até hoje nunca deu nada e nem vai dar, desse jeito fica difícil.

O crescimento patrimonial se deu por um grande aporte (50k) no imóvel, de dinheiro novo, já estava com saudades de aportar um valor tão alto no mês. Parece que a crise que assola o Brasil ainda não foi embora. Nossos clientes público e privado estão todos atrasando muito, tenho dinheiro pra receber ainda de fevereiro, março, junho, julho e agora agosto. Também contou com a valorização das ações no exterior e uma leve subida da bovespa por aqui.

Com o aumento da minha alocação nos próximos 18 meses na empresa e no imóvel, certamente a volatilidade do meu patrimônio vai cair muito, o que não é de todo ruim. Quando eu for recomeçar, não vou cometer o mesmo erro de ficar 100% em ações no Brasil, agora estou mais maduro pra não fazer mais isso, embora eu tivesse pegado boas empresas eu estava muito exposto a um risco desnecessário.

Vou fazer o seguinte, os futuros aportes serão assim:

Dinheiro do aporte dividido igualmente por Ações BR/ Fiis BR / Renda Fixa BR / Stocks com 25% pra cada um, chova ou faça sol, e também quem sabe, um troquinho em bitcoin. Assim vai ficar mais tranquilo. A minha esperança é que com o dinheiro novo da loja o aporte seja maior em 2019 do que seria comumente, uma soma entre 10-20k é o que eu estimo, 20k se der tudo muito certo.

Depois que eu inaugurar a loja vou começar a postar aqui um fluxo de caixa simplificado pro pessoal entender as despesas, os investimentos e o retorno, como é esse processo e como vai evoluindo. O negócio é se preparar para ver uns 6 meses no vermelho, pra depois ficar no zero a zero e depois começar a ficar no azul, numa estimativa conservadora, acho que só fico no zero a zero em agosto de 2018.

Esse mês vou passar pessoalmente pelo último treinamento da franqueadora, aprender a mexer nos sistemas, cadastrar, descadastrar, fazer lançamentos e operar o software todo dia, claro que vou ensinar isso pra uma pessoa do administrativo depois que inaugurar, mas tenho que conhecer a fundo o programa, não posso terceirizar essa responsabilidade, porque o software é o coração da empresa, e também se a pessoa adoecer, faltar, se demitir ou for demitida eu tenho que cobrir ela um pouco até arranjar outra, fora isso também vou ter que cuidar do comercial da empresa no começo, assim como mídias digitais, páginas nas redes sociais, email e etc.

Não sei se vale a pena investir em Facebook e Instagram fazendo posts patrocinados, talvez só por um tempo pra mostrar um pouco que chegou e mostrar a cara na cidade, mas depois que tiver estabelecido não sei se vai valer a pena. O pessoal da internet é muito animado com Facebook e Instagram como se qualquer negócio fosse bombar por causa deles, mas eu tenho muita desconfiança, conheço algumas pessoas quebradas que no Instagram o negócio é uma maravilha, mas na realidade o Instagram não traz dinheiro algum pra elas e só aumenta exposição e perda de tempo. Outra opção que me deram é "terceirizar" o facebook e o instagram pra alguma empresa de mídia e etc. mas também não sei se funciona, além de ser caro. Eu poderia até fazer isso mas colocar metas de crescimento do meu faturamento, se não crescesse tanto o contrato estaria cancelado.

Pessoal fala: "Ah se você faz um bom brigadeiro, só fazer uma página no Facebook e uma no Instagram que o negócio vai bombar". Como seria tranquilo se fosse assim...

No final do próximo mês vou colocar um começo de Fluxo de Caixa pra vocês verem. O negócio começa muito feio, mesmo muito tempo antes de começar, e todo dia é uma novidade, um gasto e um preço de bens e produtos bem maiores do que você imaginava.

Então pessoal, primeiramente é pé no chão, negócio real é na vida real e não no Instagram, exceto para aquelas blogueirinhas que a gente sabe muito bem de onde sai a maior parte da receita.

Quer ser holder de verdade? Invista no exterior. Passei todo o caminho das pedras para comprar ETFs na Irlanda e falei sobre tributação e sobre herança.

CNPJ faz um mês que eu espero, o governo atrapalha bastante mas uma hora sai.
Já fui no cartório umas quatro vezes esse mês assinar e reconhecer firma e já gastei um pouco lá. Os caras ficam ricos cobrando R$60 reais em 5 carimbos numa folha que eu que levei lá. Até quando vamos ter que suportar a máfia dos cartórios no Brasil?

Grande abraço!
Frugal.

domingo, 27 de agosto de 2017

O que acontece com o dinheiro que você economiza?


Vamos entrar nesse post que considero dentro da área de "Filosofia do dinheiro".

Não se economiza dinheiro para sentar em cima dele.

A palavra "dinheiro" tem uma conotação muito negativa no Brasil e também em muitos outros países do mundo, graças à miríade de informações erradas que passamos para as nossas crianças e do papel horroroso da mídia quanto se fala em dinheiro.

Vou resumir a coisa toda na minha visão pra não obrigar vocês a lerem textão. O dinheiro nada mais é do que a medida de trabalho do homem. Ponto. Quem puder trabalhar mais e servir mais vai ganhar mais dinheiro, não há nenhum outro julgamento além disso.

Bill Gates e Zuckerberg são bilionários porque bilhões pessoas do mundo compram e usam os serviços deles, e por aí vai. Se você pudesse ganhar um real de cada pessoa no Brasil vendendo o mesmo produto para cada brasileiro, você ganharia R$ 200 milhões numa única venda. Mas não é fácil vender uma coisa pra todo mundo de uma vez, não é?


Quando eu vou viajar de avião, ele decola e eu olho lá embaixo, uns condomínios fechados, casarões com piscinas, carros bonitos estacionados, coisas que vejo lá de cima, como são longe da cidade esses condomínios, quanta fortuna desperdiçada em tijolo, azulejo, carro, aço no carro e gasolina...


Quantos recursos imobilizados e desperdiçados nesses subúrbios brasileiros caríssimos. Só pra manter essa casa com esses carros e essa gasolina facilmente se vai embora R$10 mil por mês, as pessoas e suas escolhas.

O que vai lhe diferenciar do resto do pessoal é a forma como você enxerga o dinheiro. Eu já fiz um post sobre isso aqui mas estou voltando ao assunto devido à minha mudança de vida como alguns aqui sabem. Então vamos lá, recebi um email com algumas perguntas interessantes de um leitor e vou comentar aqui para todos.

Leitor: Quanto foi a sua taxa de franquia?

Eu: Algo em torno de 70-100 mil.

Leitor: Nossa, mas é muito dinheiro apenas de taxa.

Eu: - Bem pessoal, esse é o dinheiro de um carro que a gente vê muito por aí, o meu carro custa R$25 mil pela tabela FIPE, esses 70-100 mil é o dinheiro que estou investindo de um carro que eu não tenho e eu não ando. Eu posso lhes garantir que tem gente que anda num carro de R$ 100 mil, mas que não tem outros R$100 mil para pagar numa taxa de franquia.

Leitor: E de resto, quanto vai sair tudo?

Eu: Eu acho que do negócio em si, entre 400-500k.

Leitor: Poxa, muito dinheiro para colocar num negócio arriscado.

Eu: Bem, eu vejo casas em condomínios fechados custando 1,5-2 milhões, com terrenos de 500 mil. São casas que eu não moro, são terrenos que eu não tenho. São ativos que não geram fluxo de caixa, não lhe dão uma renda e que você apenas os guarda ou consome. Novamente, tem pessoas que moram nessas casas ou tem esses terrenos de 500 mil mas não tem outros 500 mil para abrir uma franquia.

Meu ap custou uns 300k e meu carro na época 40k, esse é meu ativo imobilizado, 340k. Se você olhar bem, até que foi barato considerando o que eu poderia "morar" e "ostentar" com a renda que eu tenho, mas preferi viver barato para poder juntar dinheiro para investir. E aqui agora começa a resposta para a pergunta do post:

O que acontece com o dinheiro que você economiza?
Bem, ele se transforma em ativos financeiros que se transformam em mais dinheiro, que se transformam em mais ativos e por aí vai, é aquela coisa bem pai rico pai pobre mesmo, não tem mistério.

Mas pra que serve tudo isso? Por que agir assim?

Pra um dia ser livre e independente de emprego, governo, sorte, trabalho, escala, contra-cheque e etc.

É engraçado, você pode conquistar seu próprio emprego e sua ocupação apenas economizando, o dinheiro quase sempre vai trabalhar por você.

A vida é feita de escolhas.

Quando você tiver R$ 2 milhões em ativos financeiros como ações, renda fixa, fundos imobiliários e etc, dependendo da sua alocação, poderá ganhar entre R$100 e R$200 mil por ano, limpinhos, depois do imposto de renda. Só que você só vai ter isso se renunciar a muita coisa, como foi o meu caso, isso também inclui refeições fora de casa, acessórios, baladas que não irá e viagens que não fará, tudo tem seu preço e seu tempo, tudo é uma troca.

Você prefere ter um carro de 10 mil e  90 mil no banco ou ter 100 mil num carro?

Você prefere morar num ap de 200 mil e ter 800 mil no banco ou prefere morar num ap de 800 mil e ter 200 mil no banco?

Você prefere gastar 1000 reais por mês com alimentação fora de casa, ou o mesmo que 12 mil por ano ou 120 mil em dez anos (sem juros) ou prefere levar marmita pro trabalho e ter MAIS 120 mil reais em patrimônio no futuro?

Você prefere ter uma casa mais um carro somando tudo 1 milhão, ou prefere ter uma casa e um carro somando tudo 400 mil e ter mais um negócio ativo de 600 mil de valor lhe dando uns R$ 10 mil por mês de lucro?

São escolhas pessoal, apenas escolhas. Cada dia você vai ter que fazer dezenas de escolhas. Cada ano milhares de pequenas escolhas, que no final vão lhe levar para algum canto, bom ou mal, confortável ou não, perigoso ou não, vitorioso ou não.

Agora o principal mesmo é você saber que as suas escolhas não são feitas à toa e sem sentido (como as pessoas acham que é!), tipo:

Bípede qualquer: - Por que você não pede um delivery pra almoçar hoje? Porque eu não quero enricar o dono do delivery, eu quero ME enricar.

Bípede qualquer: Morre e não aproveita nada! A mulher vai levar tudo! O Ricardão vai aproveitar tudo! Os netos vão torrar tudo!

Eu: - Arran. Beleza. Mas eu já estou ganhando quase R$ 10 mil por mês passivos mensais HOJE, e não estou vendo nenhum neto meu torrando, nem filho que eu não tenho, só tenho dois cachorros. No dia que eu tiver filhos ou netos já vou ter curtido bastante a minha vida, tranquilo.

Nada é pior do que a sabedoria popular e do que os palpiteiros de plantão, e ainda mais sendo um brasileiro médio que nunca nem leu um único livro de finanças.

NUNCA TENHAM VERGONHA DE ECONOMIZAR DINHEIRO.

 NUNCA!

Tenham vergonha é de um dia ficarem quebrados depois de ler esse blog e tantos outros.

O dinheiro que você economiza vai ser o seu redentor lá na frente, você vai ver! Ele que vai lhe levar para lugares incríveis, através dos quais vocês vão conhecer mais pessoas incríveis, comer boa comida, beber boa bebida e ficar mais tranquilo com a vida que vive.

Cada real economizado, é um real ganho, é um soldado a mais, e dez mil soldados a mais num ano é muito para o seu pequeno exército. Quando você tiver dois milhões de soldados provavelmente já vai ter quase 100% das suas contas pagas se souber viver, e vencerá batalhas mais rápido e mais fácil.

Quando tiver uns 4-5 milhões de soldados, já vai poder viver muito mais tranquilo, o exército vai manter-se por si só e você ganhar uns 20-30 mil soldados por mês, que você poderá manter ou simplesmente gastar (vender, se desfazer, comprar coisas, pagar contas, viajar) para o seu bem estar.

Hoje ainda não estou onde eu quero, mas estou no caminho, seguindo firme, daqui a 5 anos talvez eu chegue onde eu sempre quis, e foram essas pequenas escolhas que me ajudaram.

O dinheiro que você economiza é um soldado a mais lutando a brutal guerra pela sobrevivência por você, e lhe dando frutos, pequenas vitórias diárias, de muitas batalhas, de centenas de batalhas no ano. Cada soldado desperdiçado o seu exército fica mais fraco, cada soldado a mais é uma ajuda.

Tá duvidando? Olha aí o soldado Real (R$).

Sem o batalhão de soldados, como você vai construir o seu negócio ou montar sua carteira que vai lhe render dividendos, lucro e crescimento?




Lute todos os dias pela sua liberdade e pela sua independência financeira.

Grande abraço,

Frugal.